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Dinheiro Não Garante Felicidade

Gustavo Goldschmidt
Escrito por Gustavo Goldschmidt em 14/07/2021
2 min de leitura
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No meu último post eu expliquei porque a felicidade dos colaboradores tem o potencial de melhorar os resultados financeiros das empresas. Embora este motivo tenha um ótimo apelo aos olhos dos executivos e investidores, existe mais um ponto, igualmente importante, pelo qual as empresas devem investir em felicidade: dinheiro não garante felicidade.

Mesmo com os nossos chapéus de executivos ou de investidores, não deixamos de, no fim das contas, sermos pessoas. Pessoas que compartilham o mesmo planeta e, em última instância, enfrentam os mesmos desafios de viver. Como seres humanos temos, inerentemente, o objetivo de alcançar mais do que apenas o sucesso econômico. Queremos ser felizes! E da mesma maneira que as demais pessoas, também precisamos de propósito para alcançar de maneira integral esta felicidade.

framework de felicidade Superplayer & Co

Queremos investir em tecnologias e produtos que vão mudar o mundo para o melhor, queremos apoiar práticas de gestão que têm o potencial de despertar o melhor em nossos colaboradores, enfim, queremos ter um impacto positivo na vida das pessoas.

Um belo exemplo disso é o destaque que a questão do ESG (Environmental, Social and Governance) vem ganhando no mundo corporativo. Investidores vêm procurando alocar seus recursos em empresas que tenham preocupação com estas questões e grandes empresas vêm exigindo o mesmo de seus fornecedores. Fundos de empresas verdes, ou que promovam equidade de gênero ou diversidade social também têm se multiplicado. Ou seja, os investidores estão sinalizando que querem sim fazer dinheiro, mas querem que a sua alocação de capital seja um motor para estimular as empresas a promover mudanças necessárias no mundo.

Nosso framework de promoção da felicidade atua em 4 sensos: o de controle, progresso, conexão e propósito. O dinheiro ajuda sobretudo os sensos de controle e progresso, deixando as pessoas tranquilas com relação a garantia de suas necessidade básicas e permitindo que elas continuem sendo promovidas em termos de cargo e de salário. Já os sensos de conexão e de propósito são estimulados pelo valor percebido complementar ao dinheiro. Isto é, pelo que motiva alguém a investir tempo ou dinheiro em determinada empresa além do simples retorno financeiro.

Se, além de ser acionista, você ainda é executivo do negócio, assim como eu, você tem mais um motivo para investir em felicidade na sua empresa. Tudo que eu disse nesse artigo também se aplica a você. Isto é, você também quer mais do que apenas dinheiro. Você quer ser feliz! E você também, para ser verdadeiramente feliz, precisa de um senso de conexão e de bons relacionamentos no ambiente de trabalho.

Agora me diga, não seria maravilhoso trabalhar em um ambiente em que todos seus colegas são genuinamente felizes? Chegar todo dia no escritório (ou abrir a câmera de seu computador) e ver pessoas sorrindo, de bem com a vida, motivadas e dispostas a construir soluções em equipe. Isso não faria o seu dia tão melhor, mais leve, mais fácil e, no final das contas, mais feliz?


Gustavo Goldschmidt
CEO da Superplayer & Co