SVA

5G - A evolução, as tendências e o impacto para empresas de telecom

Superplayer
Escrito por Superplayer em 14/09/2021
2 min de leitura
Se inscreva!

Deixe seu e-mail para receber mais conteúdos como esse na sua caixa de entrada

Apesar de recente, a novidade do 5G já vem sendo responsável pela movimentação de inúmeros setores da economia, a tecnologia não promete apenas mais velocidade, mas uma evolução da rotina nas cidades nunca antes vista. 

Mas o que pode mudar? A resposta é: Tudo! 

Você sabe quais são os pontos principais de avanço tecnológico para os próximos anos e as promessas para investimentos no setor de telecom

A maior expectativa do mercado de telecom é para a implantação da tecnologia 5G, que vem sendo adiada por motivos estruturais.

O primeiro leilão estava previsto para março de 2020, mas mesmo com a realização de constantes testes, a conexão 5G deve ser implantada somente no final de 2021 ou início de 2022, segundo entrevista do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes.

A grande dificuldade enfrentada para a implementação da rede é a necessidade da frequência de 3,5 GHz, usada para a transmissão de sinal de TV aberta por meio de antenas parabólicas.

Há ainda outras questões além do edital que também são relevantes para a expansão da conectividade das tecnologias já disponíveis, como as legislações municipais de antenas, muitas delas defasadas e desconectadas das necessidades da população.

Atualmente, o Brasil possui mais de 100 mil antenas instaladas e mais de 4 mil pedidos de novas antenas aguardando o licenciamento. A liberação dos pedidos pendentes tem potencial para gerar investimento e empregos.

O 5G precisa de cinco vezes mais antenas que o 4G, pois, devido à tecnologia e à utilização de faixa de radiofrequências mais altas, vão requerer uma infraestrutura diferenciada para a mesma cobertura do sinal do celular.

Outro tema relevante é acerca da manutenção da gratuidade do direito de passagem em obras públicas para infraestrutura de telecom, como as redes de fibras ópticas, que serão essenciais para a implantação do 5G no país. 

A chegada do 5G, contudo, é considerada um grande fator de transformação. 

A rede 5G promete trazer avanços tecnológicos muito importantes, como viabilização de carros autônomos, impulsionamento da telemedicina, melhoraria na qualidade da conexão, eliminação dos congestionamentos de redes, velocidade na captura e tratamento de dados e aumentar os dispositivos conectados.

Algo a ser pensado é que, segundo o gerente de telecomunicações da IDC Brasil, Luciano Saboia, o 5G será “impulsionador” da inovação no segmento B2B, ao contrário das gerações anteriores mais focadas no consumidor final. “A ênfase no início será B2B, não só oferecendo conectividade pura e mais banda, mas também como rompimento da barreira de conectividade para ser ‘enabler’ de outras tecnologias”, completou Saboia, citando cloud, edge e Internet das Coisas (IoT) como exemplos.

O IDC ainda prevê que, no biênio 2021/2022, US$ 2,7 bilhões devem ser adicionados em diferentes setores da economia brasileira como reflexo da adoção do 5G – isso mesmo com “questões regulatórias, econômicas, geopolíticas e de ecossistema encadeadas nesta jornada”, segundo Saboia.

O relatório Global Chipset 5G, da Absolut Reports, projetou (antes da pandemia, diga-se) um crescimento de 75% ao ano entre 2019-2024. Um estudo realizado pela Nokia e pela consultoria Omdia apontou, na América Latina, o valor econômico potencial do 5G é estimado em até US$ 3,3 trilhões até 2035, distribuídos por TI/Telecom (US$ 572 bilhões), Indústria (US$ 534 bilhões), Serviços (US$ 468 bilhões), Governo (US$ 323 bilhões), Varejo (US$ 262 bilhões) e Agronegócio (US$ 212 bilhões).

No Brasil, a expectativa é um impacto de US$ 1,2 trilhão no período de 2021 até 2035, o equivalente a um ponto percentual adicional no PIB brasileiro., tornando-se um componente forte da recuperação econômica brasileira. Não é à toa que as nações pressionam o Governo Brasileiro para tirar essa ou aquela tecnologia do tabuleiro em prol de novas oportunidades de mercado. 

O 5G é portanto um passo importante para o Brasil avançar na Indústria 4.0, que tem seu conceito embasado na evolução da automação industrial com tecnologias, trazendo competitividade, agilidade e melhoria de vida para a população. 

Sendo assim o antigo receio que muito nos assombrou da conexão das pessoas com as máquinas, da perda de empregos e desestabilidade, agora é propulsor para qualidade de vida e abertura de negócios pelo mundo todo, é a chance para a criação de novos empregos e de aprimoramento de serviços digitais.

Mas se o que você quer mesmo é saber mais sobre como o 5G e outras tendências podem afetar o mercado telecom no Brasil, sugerimos que ouça o nosso podcast logo abaixo. Aproveite 🙂

TAGS: SVA